Um Raio X da obesidade no Brasil: você está nos números?

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Em primeiro lugar precisamos entender o que é considerado obesidade e sobrepeso pelos médicos especializados como os endocrinologistas e nutricionistas. A peso ideal é calculado a partir do IMC (índice de massa corpórea), esse índice é calculado através do peso e da altura da pessoa. A formula de cálculo é peso / (altura)². O valor obtido é comparado com a seguinte tabela (apenas para adultos):

IMC SITUAÇÃO
Menor que 18,5 Abaixo do peso ideal.
Entre 18,5 e 24,9 No peso ideal.
Entre 25,0 e 29,9 Sobrepeso
Entre 30,0 e 34,9 Obesidade Grau I
Entre 35,0 e 39,9 Obesidade Grau II
Maior que 40,0 Obesidade Grau III

O Ministério da Saúde vem anualmente realizando diversas pesquisas para verificar os níveis de obesidade no Brasil. A última pesquisa “Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2012)” apontou que 17% da população brasileira encontra-se obesa, ou seja, com IMC acima de 30, e mais de 51% dos brasileiros acima de 18 anos estão com sobrepeso, ou seja, com IMC entre 25,0 e 29,9.

Esses números são alarmantes, pois quando se deu início a esses estudos em 2006, esses índices eram bem menores com apenas 11% da população obesa e 43% acima do peso. Os números também são parecidos para homens e mulheres, sendo que 18% das população feminina está obesa e 48% acima do peso, e 16% da população masculinas está obeso e 54% está acima do peso.

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Segundo também a pesquisa os grandes vilões são as carnes gordurosas, o leite integral, os refrigerantes e o sedentarismo. 35% dos brasileiros comem carnes gordurosas em excesso e mais de 56% consomem leite integral diariamente. Além disso, quase 30% da população bebem refrigerante ao menos cinco vezes por semana. Em contra ponto com todas essas informações, apenas 20% da população brasileira consome a quantidade de frutas e hortaliças recomendadas para uma vida saudável.

Ainda assim o nosso país não está entre os países mais gordos do mundo. Segundo as últimas análises estatísticas mundiais, o México com 70% da população com sobrepeso e quase 33% da população obesa, está em primeiro lugar, seguido pelos Estados Unidos, Síria e Venezuela. Isso mostra que a epidemia da obesidade não é localizada em apenas uma região do mundo ou apenas em países desenvolvidos, ela está espalhada por todos os cantos do mundo, nas mais diversas culturas.

Com o grande aumento da obesidade no Brasil, muito tem se falado dos remédios para emagrecer. Geralmente esses remédios têm substâncias que influenciam o cérebro e inibem o apetite. Eles só são recomendados para quem está com IMC acima de 30, ou seja, já entrou em níveis de obesidade. E deve ser acompanhado de um médico e de uma reeducação alimentar.

O grande perigo desses remédios é que, além dos diversos efeitos colaterais, eles podem viciar e também causar o efeito sanfona. Os efeitos viciantes podem ocorrer quando esses medicamentos são usados por mais de quatro meses, por isso, esse tipo de tratamento deve ser muito bem acompanhado por um médico e deve ser usado apenas com um impulso inicial na dieta, e não como uma muleta.

Um dos grandes perigos dos inibidores de apetite é também o efeito sanfona. Muitos pacientes quando interrompem o uso do medicamento voltam a ganhar peso, pois como o medicamento tira o apetite existem estudos que mostram que os pacientes que usam o remédio ficam horas e até mesmo dias sem comer, então quando o organismo volta ao normal com a interrupção do medicamento o apetite e a absorção das calorias é muito maior.

E você, se enquadra em um desses números?

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